Orçamento analítico e orçamento sintético: qual usar em cada fase
Orçamento de obra não é um número só. São duas lentes. Confundi-las é assinar um valor de envelope e executar um valor de composição.
Orçamento sintético
Agrupa custos em grandes rubricas: fundação, estrutura, alvenaria, instalações, acabamento. Serve para decisão inicial — “essa casa cabe no orçamento?”. É rápido e, por isso, impreciso. Não serve como único anexo de contrato de execução.
Orçamento analítico
Decompõe serviço a serviço: serviço, unidade, quantitativo, preço unitário, total. É o instrumento de medição e de aditivo. Se o piso muda de cerâmica para porcelanato, o analítico mostra o impacto. O sintético só diz “acabamento subiu”.
Quando usar cada um
- Estudo de viabilidade: sintético, com premissas explícitas (padrão, área, inclusão ou não de projetos e taxas).
- Contratação e canteiro: analítico, amarrado ao projeto executivo.
- Medição quinzenal ou mensal: analítico, linha a linha.
Gatilho do prejuízo
Assinar sintético e cobrar analítico no meio da obra. O cliente ouve um valor; o canteiro executa outro. Transparência começa na escolha da planilha, não no discurso.
Na Moderna Capital, estimativa preliminar e contrato de execução não usam a mesma planilha. Um abre a conversa; o outro fecha o serviço.
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